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Que lugar é este aqui? É o Paraíso das ideias. É onde sonhos moram, é onde habitam os desejos mais secretos, é onde moram personagens, é uma espécie de limbo, de purgatório, de realidade paralela. É onde se escondem os medos. Céus e ar de cores diferentes, etéreas viés representando o alimento espiritual. Sim existe. Chame! Chame o que  quiser, que o que você quer, vem mesmo que,  ache que não queira. É uma ilha encantada, com regras muito específicas. É uma ilha arquivo, arquivos aos quais pode-se recorrer caso esteja sem ideias próprias. Isso tudo muito esporadicamente, porque, um dia, pode ficar preso nela e estar preso a ela,  e da feita que está preso, não vai poder mais sair. É onde repousam os deuses. O campo magnético é extraordinário, é energia pura.

Deve-se ter cuidado com a eletricidade, o choque. a vida é um constante aprendizado, um somatório de conhecimentos e sabedoria para que nós aprendamos a lidar com tudo o que nos cerca. Onde habitam obras artísticas. Os mais profundos Sentimentos. Não tem som? Sim. É só entrar em sintonia e aumentar o volume.

 

A Ilha dos Desejos Silenciosos

 

O lugar não tinha nome, pelo menos não um que a língua humana pudesse pronunciar. Era conhecido, entre sussurros etéreos, como o Paraíso das Ideias, um limbo de realidade paralela onde sonhos e medos dançavam em uma valsa eterna.

A ilha flutuava em um céu de cores mutáveis, um arco-íris líquido que alimentava a alma. Personagens de histórias não contadas vagavam por suas praias de areia lunar, seus desejos mais secretos sussurrando no vento.

Dizem que tudo o que se chama e se pede,  é atendido e realizado. Mas cuidado, pois seus desejos podem ter dentes afiados. Uma vez preso em suas margens, a saída se torna um labirinto de escolhas impossíveis.

A ilha era um arquivo vivo, um repositório de ideias esperando para serem descobertas. Mas era preciso cautela, pois a linha entre inspiração e aprisionamento era tênue como um fio de cabelo.

Os deuses repousavam em seus picos mais altos, observando o fluxo constante de energia. O campo magnético da ilha pulsava com eletricidade pura, um lembrete constante de que a vida era um aprendizado, um equilíbrio delicado entre criação e destruição.

Obras de arte inacabadas adornavam suas paisagens, sentimentos profundos esculpidos em pedra e luz. A ilha era um espelho da alma humana, um lugar onde a imaginação reinava suprema, mas onde os perigos da mente também espreitavam.

No coração da Ilha dos Desejos

 

Silencioso, um homem, ou algo que um dia fora um homem, vagava sem rumo. Seus olhos, antes vivos e curiosos, agora refletiam apenas o caleidoscópio de cores mutantes do céu. Ele não se lembrava de seu nome, de sua vida, de nada além da necessidade urgente de escapar daquele paraíso distorcido.

Ele se chamava... bem,  não se chamava mais nada. A ilha havia roubado sua identidade, deixando apenas um vazio faminto por memórias. Contudo ele sentia, no fundo de sua alma esquecida, que pertencia a outro lugar, um mundo onde o céu não mudava de cor a cada segundo e onde os desejos não tinham dentes.

Em sua jornada,  encontrou personagens peculiares: sereias que cantavam árias de heavy metal, cavaleiros andantes que lutavam contra moinhos de vento gigantes, feitos de algodão doce e fadas que colecionavam lágrimas de unicórnio em frascos de perfume.

Um dia, topou com um grupo de seres pequenos, peludinhos de várias cores, que construíam um labirinto gigante com livros. Curioso, ele perguntou: "O que vocês estão fazendo?"

Um ser bonitinho, lilás, que se parecia com um bichinho peludo e colorido, com óculos enormes e um chapéu pontudo, respondeu: "Estamos construindo o Labirinto da Sabedoria Perdida. Dizem que quem o atravessa encontra a saída da ilha."

O homem, agora com uma faísca de esperança, decidiu se juntar aos peludinhos. Trabalhou incansavelmente, carregando livros, construindo paredes e decifrando enigmas. No entanto, quanto mais se aproximava do centro do labirinto, mais sua memória se esvaía.

No centro do labirinto, encontrou um espelho mágico. Ao se olhar, viu um reflexo distorcido, uma mistura de personagens de livros famosos: um pouco de Dom Quixote, um toque de Sherlock Holmes e uma pitada de Alice no País das Maravilhas.

"Quem sou eu?", gritou para o espelho, com um quê de Narciso.

O espelho respondeu com uma voz ecoante: "Você é todos e ninguém. Você é a soma de todas as histórias, a personificação da imaginação."

 

Desesperado, o homem correu em direção ao espelho, determinado a quebrá-lo e libertar sua verdadeira identidade.

Porém, ao tocar o espelho, não sentiu vidro, mas, água. Mergulhou e emergiu em um lugar familiar: sua cama.

Acordou suado, com o coração acelerado. Olhou ao redor do quarto, sentindo um alívio imenso ao ver as paredes pintadas de branco, a escrivaninha com seus livros e o sol da manhã entrando pela janela.

Levantou-se, foi até o espelho do banheiro e se olhou nos olhos. "Eu sou eu", sussurrou, com um sorriso de alívio.

Conquanto, ao se virar, viu um livro aberto sobre a cama, com um título familiar: "A Ilha dos Desejos Silenciosos". Pegou o livro, curioso, e viu que as páginas estavam em branco.

Com um calafrio, começou a escrever em seu Tablet: "No coração da Ilha dos Desejos Silenciosos, um homem, ou algo que um dia fora um homem, vagava sem rumo..."

Muito obrigada por sua leitura 📚!

Se houver curiosidade, escute meus áudio! As trilhas sonoras, eu as crio.

 

 

 

 

 

LYGIA VICTORIA
Enviado por LYGIA VICTORIA em 18/03/2025
Alterado em 19/03/2025


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